Uma em cada três crianças brasileiras está acima do peso e nutricionista comenta realidade de Campos
Um estudo divulgado nesta semana aponta que uma em cada três crianças brasileiras entre cinco e nove anos está acima do peso recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A realidade do país também pode ser notada em Campos e, segundo a nutricionista Ana Carolina Chatel Cunha, o alto consumo de produtos industrializados e as brincadeiras que consomem pouca atividade física podem colaborar para estes índices.
O número dos meninos obesos chega a 16,6%, enquanto as meninas alcançam a média de 11,8. Ainda segundo a OMS, se nenhuma medida for tomada, até 2025 a expectativa é que haja 75 milhões de crianças com sobrepeso e obesidade no país. “Em Campos não temos estatística sobre isso, mas pelas crianças que atendo percebo que realmente o índice nesta faixa etária está acima do peso e com alterações nos exames laboratoriais, como taxas mais altas de colesterol e triglicerídeos. Acredito que as crianças estão mais sedentárias também por causa dos brinquedos tecnológicos, que consomem menos energia delas”, disse a nutricionista Ana Carolina Chatel.
Além da pouca atividade física, outro fator preocupante é a alimentação dos pequenos. Para a nutricionista, o alto consumo de fast-food e produtos industrializados colaboram para uma dieta mais calórica e menos saudável. “Os pais têm a vida corrida e acabam oferecendo alimentos processados para os filhos. As propagandas também incentivam as crianças ao consumo de lanches desde muito novos e isso prejudica. Mas quem permite a ingestão destes produtos são os pais. Eles devem ter o controle”, disse a médica.
Mas, se alguns responsáveis precisam prestar mais atenção ao que os filhos estão comendo, outros cuidam para que eles não façam parte da estatística. “Meus filhos têm cinco e seis anos e estão dentro do peso ideal, mas percebo que o mais velho tem mais apetite. Além disso, eles têm a genética da obesidade na família e eu tenho a preocupação dobrada. Eu poderia facilmente oferecer produtos industrializados e alimentos prontos, porque minha rotina é cheia, mas evito dar massa, biscoitos recheados e refrigerante. No lanche do colégio sempre mando fruta”, disse Patrícia Alves, mãe de Afonso (cinco anos) e Ivan (seis anos).
Juntos por uma alimentação saudável
Segundo a nutricionista Ana Carolina, é preciso que as crianças tenham pouco acesso aos produtos menos saudáveis. Para isso, o apoio e disciplina dos pais na hora das compras são indispensáveis. “Se as crianças têm muitas guloseimas em casa, cabe aos pais reduzir este consumo e oferecer alimentos mais saudáveis. As crianças são reflexos dos pais e eles que são os responsáveis, porque elas não têm o poder de compra. A experiência que eu tenho no consultório é que as crianças aceitam bem as mudanças alimentares e acabam comendo o que é indicado pelos pais. Se todos os dias eles derem uma fruta e colocarem uma verdura no prato, as crianças vão se acostumar com o tempo”, informou a profissional.
Para a mãe dos pequenos Ivan e Afonso, a colaboração da escola também é importante para que as crianças se alimentem bem. “Na escola dos meus filhos, uma vez por semana eles incentivam que a gente mande o lanche 100% saudável. Gosto desta parceria e até ajuda a gente a pensar em alimentos melhores. A sociedade precisa ter a consciência por igual e não só dentro de cada casa. Às vezes nos acomodamos com nosso pouco tempo disponível e esquecemos o principal, que é a saúde deles”, contou Patrícia.
Priscilla Alves
Folha da Manhã
Carolina Barbosa
Fotos: Valmir Oliveira
Fotos: Valmir Oliveira
Campos pode estar próximo de atingir mais 50 casos de dengue e decidir se decreta epidemia no município. Com 1.450 confirmações da doença — até a última sexta-feira (17), incluindo pacientes de outras cidades ou campistas que contraíram em outros municípios — a secretaria municipal de Saúde, através da direção de Vigilância em Saúde, “monitora situação atípica de casos de dengue neste mês de julho e não descarta confirmar nos próximos dias a ocorrência de uma alta transmissão para este ano”. Comparando os atuais números com todo ano passado, Campos já tem cerca de 1.400 casos a mais da doença. O próximo balanço sai nesta sexta (24).
De acordo com o vice-prefeito e secretário de Saúde, Doutor Chicão, “a confirmação de um comportamento epidêmico depende de uma decisão conjunta entre as vigilâncias estadual e municipal, o que ocorre a partir de 300 casos para cada 100 mil habitantes”. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Campos hoje teria cerca de 480 mil habitantes.
O diretor de Vigilância em Saúde, Charbell Kury, informou que o quadro é atípico esse ano e tem explicação multifatorial, como “as alterações climáticas com o verão seco e o inverno úmido, a adaptação do vetor a esta variação climática; a ocorrência de casos de dengue tipo 1, que reforça a ideia de preocupação, pois é um vírus que costuma causar grande quantidade de casos; e as mudanças no perfil genético do vírus 1 da dengue, com casos mais graves e mais casos sintomáticos, o que acarreta maior aparecimento de casos que antes eram assintomáticos ou pouco geradores de sintomas”, disse.
Mesmo com as ações de combate pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), cerca de 90% dos focos de dengue estão dentro dos imóveis residenciais. “Por isso, a população não deve descuidar da prevenção e colaborar com os órgãos públicos”, alertou Doutor Chicão.
Estado – Segundo a secretaria de estado de Saúde, em todo o RJ até o último dia 18, foram notificados 48.797 casos suspeitos de dengue. Já no ano de 2014 foram notificados 7.819 casos suspeitos de dengue no estado do Rio.
Folha da Manhã
Joseli Matias
Foto: Divulgação/Agência Petrobras
Foto: Divulgação/Agência Petrobras
Municípios produtores de petróleo recebem os royalties de julho, referentes à produção de maio, nesta quinta-feira (23). O valor tem novo aumento em relação ao mês anterior, mas mantém grande defasagem se comparado a julho de 2014. Campos terá R$ 39.219.771 depositados, quantia 10,7% superior ao repasse de junho e 25,42% inferior ao do mesmo mês do ano passado. Nesses sete primeiros meses de 2015, o município já recebeu de recursos do petróleo — entre royalties e participação especial — R$ 400.393.693,08, entretanto, acumula perdas de R$ 318.908.294,77 em relação ao mesmo período de 2014.
Na região, os municípios registram aumento médio de 11,9% no repasse deste mês em relação a junho. Em comparação a julho de 2014, a queda média é de 28%. São João da Barra recebe nesta quinta-feira R$ 8.655.160,63, valor 8,68% maior que o depositado em junho, mas 18,28% menor que o repassado em julho de 2014.
Quissamã, que terá R$ 5.148.336,36 depositados em julho, também registra leve crescimento em relação a junho, quando foram repassados R$ 4.596.589,68. Em julho do ano passado, o município recebeu R$ 7.544.437,18. Para Macaé, serão repassados nesta quinta R$ 33.135.275,86. No mês anterior, o valor depositado foi 11,57% menor e em julho de 2014, 19,3% superior.
Apesar do aumento progressivo no repasse de royalties nos últimos meses, o superintendente de Petróleo e Gás de São João da Barra, Wellington Abreu, afirma que o momento ainda é de cautela. “Acredito que as perspectivas não são animadoras para a indústria do petróleo regional e nacional em menos de um ano. Portanto, nada mudou. A crise está aumentando e vai piorar. Infelizmente, é o que prevejo, e a região vai ser muito afetada”, ressaltou Wellington.
Fonte Folha da Manhã
O ano de crise tem gerado reflexos no cotidiano de São João da Barra. Após o prefeito Neco suspender o benefício social do “Cartão Cidadão” (aqui) e informar que outros programas podem ser suspensos, o mês de julho vai chegando ao fim com mais uma surpresa. Desta vez, na conta de luz. Além do alto valor do consumo, com direito a adicional de bandeira vermelha , uma nova tarifa está sendo cobrada , descrita como “Contribuição Iluminação Pública-Prefeitura”. O valor é de R$ 3,50.
A cobrança, obviamente, não agradou e já gera reclamações nas redes sociais. Vale ressaltar que em algumas localidades sanjoanense o serviço de iluminação pública é precário. Chapéu de Sol é um clássico exemplo, com poucos postes, ainda de madeira. São moradores que improvisam a iluminação das vias, utilizando energia das suas residências. Em algumas ruas, encontram-se mais postes com lâmpadas apagadas que acesas. Por mais que a municipalidade faça a reposição, as lâmpadas queimam com facilidade devido aos constantes piques de energia.
Fonte: Blog do Arnaldo Neto
Já está em operação o Terminal Multicargas (Tmult) do Porto do Açu. Os primeiros caminhões com bauxita, vindos de Miraí, Minas Gerais, chegaram ao Açu na tarde desta quarta-feira (22). Na semana passada, como este blog anunciou em primeira mão (aqui), a Prumo assinou contrato com a Votorantim Metais para movimentação de bauxita e coque no Terminal Multicargas do Porto do Açu. O contrato é um marco para o empreendimento, pois possibilita o início da operação do Tmult, primeiro terminal próprio da Prumo no Porto do Açu.
O presidente da Prumo, Eduardo Parente, já havia informado que os primeiros caminhões com Bauxita chegariam nesta semana. Ainda segundo Parente, o primeiro embarque acontece no início de agosto. “A gente chega com força, não chega para fazer um pouquinho. O minério de ferro (com operação iniciada há cerca de um ano) é um exemplo disso”, disse Parente, destacando a importância do anúncio “casado” do início da operação do TMULT e o contrato com a Votorantim.
Parente observou também que a mão de obra local será absorvida nesta fase de operação do Porto, que atualmente conta com cerca de 6 mil trabalhadores. “No Tmult, a mão de obra é 100% local, não tem um funcionário que seja de fora. Acabamos de começar. A perspectiva, em curto prazo, é de 40 a 50 mil empregos ligados ao Porto direta ou indiretamente”, afirmou.
O contrato tem duração de 3 anos e prevê a movimentação de 300 mil toneladas por ano de bauxita e coque, com a 1ª operação prevista para agosto deste ano. A previsão é que o TMULT movimente 2 milhões de toneladas de bauxita por ano.
Fonte: Blog do Arnaldo Neto
O loteamento Porto Seguro, na cidade de São João da Barra, está recebendo pavimentação em paralelepípedo em seis ruas, totalizando 800 metros de extensão e 5.445,90 metros quadrados de área. O calçamento no bairro, incluindo sistema de drenagem, representa o início de uma série de obras a serem realizadas pela prefeitura, contemplando outras vias em diferentes pontos do município.
Ao custo total de R$ 1.654.729,56 as ruas Santa Raquel, J, B, D e Projetadas 1 e 2, que interligam os bairros Chatuba e Nova São João da Barra, através do bairro Porto Seguro, passam a garantir mais mobilidade urbana para a população. Além disso, “desafoga a rua Ângelo Antônio de Mendonça, no bairro da Chatuba”, explica o secretário de Obras, Marcos Sá.
O projeto também contempla obras padrão em calçadas, que serão confeccionadas com lajotas de concreto e piso cerâmico tátil direcional (ladrilho hidráulico), para pessoas com necessidades específicas. De acordo com o cronograma, as obras devem estar concluídas dentro de 180 dias. Até lá vale ressaltar que nas imediações é preciso que os moradores compreendam os transtornos comuns provocados pela presença de máquinas e outras operações.
Fonte: Site da Prefeitura Municipal de SJB.
Ocupantes da moto ficaram feridos e foram socorridos para o hospital.Caminhonete não foi encontrada no local do acidente.
Uma caminhonete Mitsubishi arrastou uma motocicleta Suzuki por cerca de 500 metros em um acidente na manhã desta quarta-feira (22), na BR-101, no Parque Rodoviário, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Um casal que estava na moto ficou ferido e foi socorrido pela equipe de resgate da concessionária que administra a rodovia, Autopista Fluminense, para o Hospital Ferreira Machado. O trânsito ficou lento e houve congestionamento de aproximadamente 1 Km em ambos os sentidos.
Moto foi arrastada por 500 metros do local do acidente
(Foto: Dulcides Netto/G1)
Segundo a equipe de resgate da Autopista Fluminense, a colisão ocorreu por volta das 7h45, no Km 66, e a caminhonete estava saindo de um posto de combustíveis para seguir pela rodovia quando atingiu a moto. Em seguida, o condutor, identificado como Marcelino Miranda Siqueira, de 45 anos, e uma mulher, que não foi identificada, caíram na pista, e a moto foi arrastada pelo carro até o Trevo do Índio. O motorista da caminhonete não prestou socorro às vítimas.
Marcelino quebrou o nariz e teve escoriações pelo corpo. A mulher ficou desacordada e teve escoriações. Segundo o HFM, o homem se encontra em estado estável e passa por atendimento na emergência. Já a mulher, está em observação no repouso feminino, e o estado é estável. O acidente foi registrado na 134ª DP.
Fonte G1



