Por Arnaldo Neto, em 05-08-2015 - 18h20

Após ser devolvido pelo presidente da Câmara Aluízio Siqueira (PMDB), no fim de junho, o projeto para antecipação dos royalties em São João da Barra, chamado na região de “venda do futuro” voltará à Casa, após um recurso da Prefeitura analisado pela Comissão de Justiça e Redação, que foi aprovado no plenário nesta quarta-feira (5).
Para devolver o projeto, Aluízio alegou erros e inconstitucionalidades. A Procuradoria do município, em recurso apresentado durante o recesso legislativo e levado ao plenário na sessão de ontem, pedindo que a decisão do presidente da Casa de devolver o projeto sobre a autorização para o município contrair empréstimo tendo como garantia royalties futuros seja revertido. O projeto se baseia em uma resolução do Senado, que permite contratar operação financeira com base nas perdas do que estava previsto para ser arrecadado com royalties em 2015 e 2016. O recurso foi encaminhado às Comissões e os pedidos atendidos.
Aluízio informou que vai “enviar um ofício amanhã (6) à Prefeitura para que ela encaminhe novamente esse projeto que voltará à tramitação”.

Matéria encontra-se nas Comissões de Justiça e Redação e de Finanças e Orçamento para receber os pareceres
Presidente da Casa disse que vai enviar ofício à Prefeitura para que projeto retorne à Câmara
Fonte: Folha da Manhã
Abertura está marcada para as 14h, no Cine Teatro, e evento prossegue na sexta-feira, 7, no Rotary Club

Começa nesta quinta-feira, 6, no Cine Teatro São João, a X Conferência Municipal da Assistência Social. A abertura do evento está marcada para as 14h e prossegue na sexta-feira, 7, no Rotary Club, a partir das 9h. Este ano, o tema é “Consolidar o SUAS de vez, rumo a 2026” e o lema é “ Pacto Republicano no SUAS rumo a 2026: O SUAS que temos e o SUAS que queremos”. 
Segue a programação completa: 

06/08/2015
14h – Credenciamento
14h e 30min – Abertura Solene com Composição da Mesa de Autoridades
15h – Palestra Magna com o tema “Consolidar o SUAS de vez rumo a 2026” e o lema “Pacto Republicano no SUAS rumo a 2016: O SUAS que temos e o SUAS que queremos”,  a ser ministrada por técnico da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos.
16h – Análise da execução do Plano Decenal da Assistência Social pelo município, a ser conduzida pela Secretária Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Swany Gomes Pessanha.
16h e 30min – Debate
17h – Encerramento dos Trabalhos

07/08/2015
9h – Credenciamento 
9h e 30min – Leitura e Aprovação do Regimento Interno
10h – Palestra sobre os Subtemas da Conferência, a ser ministrada pela Assistente Social e Conselheira Marcélia Cardoso.
10 h e 40min – Debate
11h – Formação dos Grupos Temáticos
12h – Brunch
12h e 30min – Aprovação das Propostas dos Grupos Temático
13h – Eleição dos Delegados
13h e 30min - Encerramento



Secom SJB

Foragidos: Portal dos Procurados divulga foto dos presos

O cartaz com a foto dos três presos que fugiram do presídio Carlos Tinoco da Fonseca na madrugada de segunda-feira (3) está sendo divulgado no Portal dos Procurados. Thiago Moura do Rosário, Fabrício Rosa da Silva e Eduardo Souza, também conhecido como “Gordinho”, escaram pela porta da frente da unidade sem serem vistos e a Polícia Militar ainda não conseguiu localiza-los.

Segundo o Portal dos Procurados, quem tiver informações a respeito da localização dos foragidos pode denunciar anonimamente por meio de uma mensagem de texto, vídeo ou fotos para o aplicativo WhatsApp (21) 96802-1650, ou entrar em contato com a Central Disque-Denúncia pelos telefones (21) 2253-1177 e 0300-253-1177, para quem estiver fora da capital.

Os três detentos foram presos por crimes distintos: Thiago Moura do Rosário possui uma anotação por tráfico de drogas; Fabrício Rosa da Silva possui várias anotações criminais por roubo, homicídio, formação de quadrilha, lesão corporal e tráfico de drogas, além de possuir cinco mandados de prisão, pendentes na Justiça; e Eduardo de Souza possui três anotações, sendo uma por homicídio e as outras por formação de quadrilha e porte ilegal de arma de fogo.

Fuga: Thiago, Fabrício e Eduardo chamaram os inspetores na madrugada de segunda para pedir atendimento médico. Com a aproximação, os presos renderam os agentes, roubaram duas armas de fogo — uma pistola ponto 40 e uma escopeta calibre 12 — e os trancaram dentro do banheiro. Eles conseguiram escapar pela porta da frente do presídio após rasgarem o alambrado que circunda a unidade. As informações foram passadas pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).


A Seap decidiu ainda que trocar a direção do presídio Carlos Tinoco da Fonseca após o episódio. Em nota, a secretaria informou que “a mudança ocorreu por decisão administrativa”. 


 

Fonte:Jornal Terceira vIa
Evento aconteceu nesta quarta-feira, na Unidade de Saúde Felix de Sá
Várias mães participaram na manhã desta quarta-feira, 04, na Unidade Municipal de Saúde Felix de Sá, em São João da Barra, do evento Hora do Mamaço, em comemoração pela Semana Mundial do Aleitamento Materno. Na oportunidade, foi realizada palestra com o pediatra Benedito Martins.
Promovido anualmente por iniciativa do Ministério da saúde, a Hora do Mamaço teve adesão da secretaria de Saúde de São João da Barra. A edição de 2015 tem como tema as mulheres que amamentam e trabalham. Os benefícios do aleitamento foram amplamente destacados durante a palestra proferida pelo pediatra.
“A criança que mama no peito está mais protegida de problemas como diarreia, infecção respiratória, havendo também interferência positiva no crescimento psicoafetivo. Cada vez mais é preciso mostrar às mães a importância da amamentação, pois estamos falando de saúde e futuro”, explica Benedito Martins, lembrando que o município possui um programa de atendimento Aos recém-nascidos, que saem da maternidade com consulta pediátrica agendada entre sete a dez dias de vida, ocorrendo o incentivo à amamentação.
 Dentro do tema da campanha, a coordenadora do Programa de Atenção Integral à Saúde da Criança e Adolescente (PAISCA), Karine Soares, destaca a importância do aumento no período da licença maternidade para seis meses nas empresas privadas. “Estamos nessa luta. É importante, também, que a empresa mantenha um lugar específico para o aleitamento para que a mãe não perca esse vínculo de quando voltar a trabalhar”.
Jaqueline Hermes, 26 anos, mãe de Jhully, de dois meses, fala da importância da amamentação nos primeiros seis meses da criança. “É muito gratificante poder amamentar minha filha. Pretendo fazer isso até o sexto mês, pois tenho que voltar a trabalhar depois do quarto mês. O leite é muito importante para a saúde do bebê. Se pudesse amamentaria por mais tempo”, conclui.

Fone Secom SJB

A primeira sessão ordinária da Câmara de São João da Barra após o recesso foi bastante extensa, nesta terça (4). O requerimento nº 061/15, dos vereadores Aluizio Siqueira, Alex Firme e Ronaldo Gomes, foi o que gerou maior debate. Eles solicitaram várias informações à Prefeitura sobre o serviço de abastecimento de água no município: o atual status da relação jurídica mantida com a Cedae; as medidas tomadas para resolver os problemas; quando a Prefeitura assumirá o serviço e o que a levou a negar a abertura e operação de poços tubulares em Atafona e Nova São João da Barra.

O requerimento, segundo Aluizio, resultou de um ofício que a Cedae enviou ao Legislativo, relatando que planejou e se comprometeu a arcar com a obra de abertura desses dois poços tubulares, mas que o projeto não foi autorizado pela Prefeitura, que juridicamente está com a legalidade do serviço público de saneamento básico.

– Se a prefeitura não pode dar autorização à Cedae para realizar essa obra, que então assuma a responsabilidade. O que não pode é a população ficar sem água nas torneiras. Algum entendimento tem que haver – ressaltou Aluizio, lembrando que o investimento da Cedae seria de R$ 2,4 milhões e que a medida aumentaria a captação para 110 litros por segundo.

Os vereadores Jonas Gomes e Carlos Machado da Silva (Kaká) criticaram o trabalho da Cedae, lembraram que o prazo de concessão já acabou e que a companhia não tem mais vínculo com o município (Executivo). "Ela continua prestando o serviço e recebe da população", explicou Kaká, acrescentando que “será montado um processo licitatório, com uma série de exigências e a empresa que vencer terá que cuidar da água e do esgoto”.     

Demais matérias – À Secretaria de Saúde do Estado do Rio, o vereador Elísio Rodrigues requereu a aquisição de um aparelho de mamografia para atendimento em uma unidade móvel no município. Por meio de indicação, Franquis Arêas sugeriu à Prefeitura, a criação de um projeto de lei que conceda incentivos fiscais às empresas que se instalarem no município, mediante a contratação de no mínimo 50% dos empregados residentes em São João da Barra.

Barcelos – O vereador Jonas Gomes fez duas solicitações para Barcelos: reforma do Estádio Municipal José Dutra e da praça principal, com a construção de um calçadão na rua Gregório Prudêncio de Azevedo. Elísio sugeriu à Prefeitura, a construção de um portal em Barcelos a fim de demarcar o limite do distrito entre os municípios de Campos e São João da Barra.

Em conjunto, Alex, Aluizio e Ronaldo assinaram duas indicações à Prefeitura: uma pleiteando a incorporação do adicional de insalubridade aos salários dos agentes de saúde comunitários e a outra para que o Executivo crie o Fundo Municipal de Cultura.

Foto: Elis Gomes
Fonte: Ascom Câmara SJB
Arnaldo Neto - Folha da Manhã
Fotos: Michelle Richa 
A construção da ponte da Integração, que ligará os municípios de São João da Barra a São Francisco de Itabapoana, chegará à fase de construção dos pilares no rio Paraíba do Sul na próxima semana. Segundo o superintendente do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ) em Campos, Ivan Figueiredo, a previsão é que até terça-feira (4) sejam concluídas as colunas de sustentação no território sanjoanense e, em seguida, serão construídos os pilares no rio, a fase mais complexa da obra. Na sexta-feira (31), os mais de 100 trabalhadores envolvidos na construção finalizavam os últimos pilares em São João da Barra. No total, são 35 pilares, sendo 17 no trecho do rio, 14 em São João da Barra e quatro em São Francisco.
— Vamos entrar agora no rio. Já foi tudo definido e na semana que vem vai começar a chegar equipamento e material para construção destes pilares — afirmou Ivan, acrescentando que nessa nova fase será “uma surpresa” a cada um dos 17 pilares que ficarão rio Paraíba, já que em alguns pontos a profundidade chega a cinco metros e em outros há barrancos de areia que deixam a lâmina d’água em 70 cm, o que vai atrapalhar a passagem dos equipamentos que serão utilizados na obra.
Se pelo lado de São João da Barra a conclusão está prevista para terça, São Francisco de Itabapoana tem dois dos quatro pilares prontos. A previsão do DER-RJ é que os outros dois comecem a ser construídos na próxima semana. “Vamos lançar as vigas para começar a fazer o tabuleiro da ponte em São Francisco de Itabapoana. Daí a agente vai começar a fazer os outros dois”, disse Ivan. A obra no território sanfranciscano sofreu uma pequena alteração devido à passagem de uma rede de energia elétrica que atrapalharia o trabalho das máquinas, mas, segundo Ivan, não é nada que atrapalhe o planejamento inicial.
A previsão é que a ponte seja concluída até junho de 2016. A obra foi lançada em junho de 2014 pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), mas, segundo Ivan, só começou efetivamente em setembro. No entanto, houve uma paralisação entre dezembro e maio. O canteiro voltou a ser mobilizado em junho, com a liberação de R$ 40 milhões do Governo do Estado. Para conclusão, o DER conta com a liberação de cerca de mais R$ 50 milhões, o que Ivan acredita que deve ocorrer no início do ano que vem. Com 1,3 quilômetros de extensão, a ponte sobre o rio Paraíba do Sul foi orçada em R$ 105.789.109,67. “Daqui a alguns meses já poderemos ir de carro do início da ponte até o rio. Estamos trabalhando para que a conclusão seja em junho”, salientou Ivan.
Pavimentação de acesso ainda vai ser licitada
Antes mesmo de a construção da ponte ser concluída, uma questão que preocupa o superintendente do DER em Campos é o acesso pela RJ 196 — o lado de São Francisco de Itabapoana. Segundo Ivan, as constantes reclamações sobre a estrada são pertinentes. “Está muito ruim. Vamos ver se a gente (o DER-RJ) abre um edital de licitação para pavimentar a estrada”, afirmou.
Atualmente, as principais reclamações são sobre buracos na pista de terra batida. “Tem que pavimentar. Como você constrói uma ponte dessas sem acesso?”, questiona o superintendente.

Arnaldo Neto - Folha da Manhã
Foto: Divulgação 
Pedro Jorge Cherene Júnior, o Pedrinho Cherene (PSC), está em seu primeiro mandato como prefeito de São Francisco de Itabapoana. Com orçamento menor que os municípios vizinhos, Pedrinho fala com orgulho das obras desenvolvidas em sua gestão. Sobre a polêmica distribuição dos royalties, avalia como injusto o fato de São Francisco não ser considerado produtor e que ainda luta para reverter a situação.
O município ainda figura entre os piores índices de desenvolvimento social, o que Pedrinho atribui a uma “herança”, já que os últimos dados divulgados têm como base o Censo de 2010.
Quando o assunto é política, Pedrinho acredita que uma possível candidatura à reeleição seja uma forma de avaliar a gestão. O prefeito destaca que o apoio do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) é um diferencial na campanha. Segundo Pedrinho, existe uma boa relação institucional entre eles que pode refletir no campo político.
Folha da Manhã — Uma questão polêmica neste ano em São Francisco de Itabapoana foi o reajuste dos servidores. O piso municipal foi estipulado em R$ 788,06 e isso foi tratado por alguns servidores como “reajuste de R$ 0,06”, já que o mínimo nacional é de R$ 788. Este foi o único reajuste que o município concedeu aos servidores no ano ou houve alguma negociação com o Sindicato?
Pedrinho Cherene — De imediato quero deixar claro que não houve nenhum reajuste de R$ 0,06. Alguns seguimentos tiraram proveito disso tentando confundir a cabeça dos servidores. O que nós fizemos foi muito simples. Nós nos adequamos ao salário mínimo nacional, só que não arredondamos o valor como fez o Governo Federal. Optamos por aplicar o índice de 8,8 % estabelecido pela Lei Orçamentária Anual que resultou no valor de R$ 788,06. Quanto a qualquer tipo de negociação com os servidores, estamos e estaremos sempre abertos ao diálogo, nunca nos furtamos a isso.
Folha — Vale transporte e plano de saúde são outras cobranças antigas dos servidores. Esses benefícios podem ser concedidos nesta gestão?
Pedrinho — Todos sabemos que estamos passando por um momento de crise em esfera global e os orçamentos municipais estão sendo impactados com essa drástica redução na arrecadação. Para conceder um novo benefício é preciso que tenhamos o pé no chão para que possamos agir com cautela. É claro que temos a intenção de oferecer aos nossos servidores o vale transporte e plano de saúde, mas isso só será possível num cenário de economia equilibrada e estável, o que não é a realidade de hoje.
Folha — Não é de hoje que São Francisco de Itabapoana figura entre os piores índices na questão de desenvolvimento humano. Segundo pesquisa do ministério do Desenvolvimento Social, o município tem o maior número de pessoas vivendo em extrema pobreza no estado. O que a administração municipal faz para reverter esse quadro e qual tem sido os resultados obtidos?
Pedrinho — O índice de 15,6% de pessoas em situação de pobreza extrema no município traduz a realidade diagnosticada pelo Ministério do Desenvolvimento Social com base no Censo 2010 do IBGE, portanto, é resultado de uma herança social. O atual governo desde 2013 vem implementando ações para mudar esta realidade como a criação do Balcão Municipal de Emprego e a Qualificação Profissional de mais de 1.500 cidadãos. Destaca-se o investimento na estruturação dos serviços ofertados nos Cras, Creas e Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para crianças, adolescentes e idosos, com a qualificação dos serviços através implementação de proposta metodológica de trabalho e aquisição de equipamentos tecnológicos e mobiliários necessários ao bom funcionamento dos mesmos. Já sinalizam mudanças positivas nos números atualizados disponibilizados pelo Relatório de Informações Sociais, expostos mensalmente no site do MDS, visto que o número de pessoas em situação de extrema pobreza inscritas no Cadastro Único vem sofrendo uma queda significativa, com diminuição de 11,25% entre o período de 2013 a 2015.
Folha — O trânsito na sede do município é considerado por moradores como caótico e praticamente todo centralizado na avenida Edenites da Silva Viana. Existe algum projeto de reordenamento do trânsito naquela via, oferecendo mais conforto e segurança a motoristas e pedestres?
Pedrinho — Por conta da necessidade real, com também por exigência da Lei Federal nº 12587 de 03/01/12, está em andamento o Planejamento Municipal de Mobilidade Urbana, que abrange todo o território do município de São Francisco de Itabapoana. Neste plano consta a reestruturação do trânsito na sede, com transformação da avenida Edenite da Silva Viana em mão única e o retorno pela rua David Salomão Acruche, além de criação de três alças e quatro rotatórias formando um anel viário no retorno do Centro da cidade, especificamente para veículos de grande porte.
Folha — É assunto recorrente que o município de São Francisco pode passar de limítrofe para produtor de petróleo. Esse também é um anseio do prefeito? Como estão as articulações nesse sentido?
Pedrinho — É uma grande injustiça com São Francisco esse critério de distribuição dos royalties. Até os municípios vizinhos reconhecem que temos direito a uma fatia maior da distribuição. Essa tem sido uma preocupação constante nossa. Estamos tentando diferentes caminhos para corrigirmos esta injustiça e esperamos ter êxito o mais breve possível.
Folha — São Francisco apresentou um volume de obras considerável na sua administração, levando em consideração a inferioridade orçamentária em relação aos municípios da região, produtores de petróleo. Quais as principais realizações e como conseguiu realizar tantas obras?
Pedrinho — É muito importante esse comparativo com os municípios produtores de petróleo. Governar com os cofres cheios é fácil, mas administrar com baixo orçamento exige muito esforço, criatividade e acima de tudo controle dos investimentos públicos. São nas dificuldades que um gestor público é testado verdadeiramente. Estamos tendo a oportunidade de provar a nossa capacidade de governar. Um exemplo disso são as importantes obras e ações que realizamos em dois anos e meio. Resolvemos um problema antigo de alagamento no Centro, asfaltamos e calçamos inúmeras ruas, reformamos várias escolas e postos de saúde. Também construímos novas unidades de saúde e ampliamos a oferta de atendimento ambulatorial com várias especialidades e programas de saúde preventiva. Agora estamos realizando um sonho antigo de nossos moradores e turistas que é a implantação do Projeto Orla. Enfim, é um conjunto de ações que temos o orgulho de ter realizado. Além disso, é importante destacar que estamos em dia com nossos fornecedores e prestadores de serviços. E o salário do servidor é pago dentro do mês.
Folha — As praias de Gargaú e Santa Clara são as mais visitadas durante o período de verão. Há previsão para o recapeamento e instalação de sinalização na rodovia entre o centro de São Francisco e Gargaú, que atualmente possui inúmeros buracos, principalmente na altura do Parque Eólico, onde acidentes são recorrentes?
Pedrinho — Não adianta a gente vender a ilusão que pode tudo e sair prometendo o que não pode. Não sou este tipo de gestor. Uma obra de recapeamento de uma rodovia não está dentro da realidade orçamentária de um município como o nosso. Para uma obra deste porte precisamos de parcerias, seja no âmbito estadual ou federal. É lógico que vamos buscar esses recursos e já mobilizamos parlamentares que são nossos parceiros para que possam apresentar emendas neste sentido. Mas enquanto isso não acontece, procuramos trabalhar em parceria com o DER para melhorar as condições da rodovia.
Folha — Como é o seu relacionamento com a Câmara de Vereadores? Em meio a tantas siglas e ideologias partidárias que compõem o legislativo sanfranciscano (13 vereadores divididos em 9 partidos), como consegue manter uma unidade em torno de seu nome tanto do ponto de vista administrativo quanto político?
Pedrinho — A nossa relação com o Legislativo é a melhor possível. Temos uma Câmara heterogênea e atuante. No ponto de vista administrativo os vereadores têm nos ajudado muito. Já no campo político, construímos um bom relacionamento a base de muito respeito ao que cada um representa em termos partidários e no atendimento às suas demandas. É claro que às vezes precisamos dizer um não, mas no geral os vereadores têm suas demandas atendidas.
Folha — Do ponto dos serviços, muito ainda se reclama da deficiência na questão do transporte. Como o governo atua ou pretende atuar para sanar esse problema, haja vista que São Francisco tem uma característica peculiar, onde a população está espalhada por dezenas de núcleos urbanos e muitos deles distantes da sede do município?
Pedrinho — Em face a esta peculiaridade do município, com a população distribuída em polos distante com baixa densidade demográfica e poucos deslocamentos, nosso planejamento de transportes públicos tem incrementado o transporte alternativo, com veículos de baixa capacidade de lotação (vans) e que oferecem maior frequência de horários à população. Encontra- se também em andamento, estudos para formulação de licitação com vistas a extensão da nova linha de coletivos que possam atender os núcleos da população hoje mal atendida pelos transportes públicos.
Folha — Uma unidade da Clínica da Família, construída em parceria com o Governo do Estado, está para ser inaugurada. No entanto, outras obras também através do Somando Forças estão praticamente prontas. Existe previsão para essas inaugurações?
Pedrinho — É importante esclarecer sobre o atraso de algumas dessas obras. Nós assumimos um município em estado de caos total. Muitas dessas obras estavam sem prestação de contas e em vias de perder o convênio. Fizemos um esforço muito grande para recuperar tudo, mas isso leva tempo. Uma coisa é você começar do zero, outra coisa é você corrigir os erros dos outros. Mas na medida em que avançamos estamos inaugurando e entregando a população.
Folha — As articulações políticas tendo em vista 2016 já movimentam o cenário eleitoral das cidades da região, mas em São Francisco, aparentemente, poucas alianças estão sendo formadas. Você é pré-candidato à reeleição? E as alianças políticas já estão sendo articuladas?
Pedrinho — É natural que o meu nome figure entre os pré-candidatos a prefeito. Afinal a possibilidade de reeleição é uma forma de verificar se você foi aprovado ou não pela população. As nossas alianças são praticamente as mesmas. Tivemos poucas dissidências em nosso grupo e conjunto de partidos. Na verdade, nós conseguimos ampliar nosso grupo com a adesão de novas lideranças e estamos tranquilos quanto a isso.
Folha — Na campanha do ano passado, você apoiou o candidato Anthony Garotinho (PR) no primeiro turno e se manteve neutro no segundo. No entanto, depois da eleição, foi visto frequentemente em eventos nos quais o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) esteve presente. Hoje, qual o seu relacionamento político com o governador?
Pedrinho — Temos uma excelente relação institucional com o Palácio Guanabara. Um exemplo disso são as novas parcerias. Só no Projeto Orla há um investimento de R$ 6,5 milhões do governo do Estado. Estamos com várias propostas de novas parcerias e tenho certeza que vamos conseguir ampliar esse relacionamento com novos convênios. Creio que essa relação no âmbito institucional também se reflete no campo político.
Folha — Pelo lado da oposição existem rumores que o deputado estadual João Peixoto (PSDC) seja candidato. João afirmou que só será candidato se tiver apoio de Pezão. Você acredita que terá um adversário apoiado pelo governador? Como você avalia a força de Pezão na decisão de uma disputa no seu município?
Pedrinho — O apoio do governador é importante para qualquer candidato, seja de situação ou de oposição. Quanto a outros nomes articulados pela oposição, é natural que haja outras opções. Também estamos tranquilos quanto a isso.
Folha — Como você analisa seu governo até aqui e o que a população pode esperar do restante deste mandato?
Pedrinho — Posso dizer que tenho orgulho de nossa equipe de trabalho e de nosso grupo político. Em São Francisco estamos construindo uma forma nova e diferente de governar. Com responsabilidade, sem falsas expectativas e com pé no chão, mas acima de tudo com atitude e vontade política para promover o crescimento de nosso município. O que a população pode esperar é isso. Uma administração que tem a marca da energia que transforma e que tem responsabilidade e respeito pelo dinheiro público.















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